Você já deve ter assistido a diversos tipos de vídeos: aqueles que parecem vídeo-aulas, aqueles que possuem encenações, outros com animações, documentários, entre outros.       Alguns autores têm apontado para diversos tipos de utilização didática de vídeos. José Manuel Moran (1995), professor de Novas Tecnologias da Universidade de São Paulo, destaca alguns tipos de uso para os vídeos:- Vídeo como sensibilização: tem o intuito de despertar a curiosidade e motivar para novos temas, sendo recomendado para a introdução de um novo assunto.- Vídeo como ilustração: serve, muitas vezes, para compor cenários desconhecidos ou distantes dos alunos.- Vídeo como simulação: pode simular experiências que seriam perigosas para serem feitas ao vivo ou que exigiriam muito tempo e

recursos.- Vídeo como conteúdo de ensino: apresenta um determinado conteúdo, explorado por meio de imagens e sons.- Vídeo como produção: poderá servir como documentação, intervenção ou forma de expressão e comunicação.- Vídeo como avaliação: gravação de aulas, sendo visto como uma forma de avaliar os alunos, o professor e o processo.- Vídeo espelho: o ator assiste à sua performance e a utiliza como uma forma de avaliar o seu desempenho ao se ver na tela.

     Joan Ferrés (1996), pedagogo, especialista em Educação em Comunicação Audiovisual e professor da Universidade Pompeo Fabra (UPF) em Barcelona, separa os vídeos em seis modalidades:
- Videolição: é uma exposição sistematizada de alguns conteúdos, podendo ser considerada como equivalente a uma aula expositiva.
- Videoapoio: vídeo que usa apenas imagens. A explanação oral fica por conta do professor em sala de aula. Enquanto as imagens são transmitidas, o professor vai explicando o conteúdo.
- Videoprocesso: o aluno é o protagonista, tanto no que concerne a ser o ator ou objeto do vídeo, quanto no que consiste em produzir seus próprios vídeos.
- Programa motivador: é um programa audiovisual destinado a suscitar um trabalho posterior à sua exibição. Ou seja, ele tem a característica de motivar os espectadores para o estudo do tema principal do vídeo.
- Programa monoconceitual: trata-se de cenas breves, geralmente mudas, que desenvolvem intuitivamente um só conceito.
- Vídeo interativo: é aquele em que o usuário pode interagir, apresentando uma demanda, que é respondida pelo vídeo. Por exemplo, o usuário pode escolher uma opção em um menu disponibilizado no vídeo.

            Observam-se alguns pontos em comum entre essas utilizações explanadas por Moran (1995) e Ferrés (1996), como a questão da produção de vídeos pelos alunos. No entanto, destacamos, assim, como Ferrés (1996, p.20), que a sistematização “se impõe como base para uma utilização didática eficaz e como passo fundamental para a descoberta de novas formas de uso.” Ou seja, quando usamos vídeo em sala de aula, não devemos ficar preocupados em classifica-los de acordo com as modalidades expostas e sim, nos atermos às suas potencialidades pedagógicas.

            E é isto que temos em mente neste projeto. Não nos preocuparmos tanto com a classificação dos vídeos em modalidades, mas sim com a exploração dos conteúdos matemáticos expressos nos artefatos.
Os vídeos a serem encaminhados a este site podem ser uma junção de diversos aspectos presentes nas modalidades apresentadas pelos autores acima citados, mesclando explicações dos autores, animações, slides... Enfim, a criatividade é sua! Abra sua mente para novas possibilidades e crie seus vídeos, explorando conteúdos matemáticos. Destacamos abaixo alguns itens que você deve ter em mente ao criar o seu vídeo.

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REFERÊNCIAS
FERRÉS, J. Vídeo e Educação. Tradução Juan Acuña Llorens. 2. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.
MORAN, J. M. O Vídeo na Sala de Aula. Comunicação e Educação, v. 2, p. 27–35, 1995.

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